A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) foi a entrevistada, na manhã desta quarta-feira (6), do Jornal da Câmara (JC). Na entrevista, a vereadora falou sobre a violência contra a mulher que continua alarmando toda a sociedade, principalmente com novos dados anunciados sobre os estupros no país. O JC é exibido ao vivo pelo canal 23 da Net, 52 sinal aberto e 61.2 digital, em três transmissões semanais, às terças, quartas e quintas-feiras, sempre a partir das 9h.
As reflexões da vereadora durante a entrevista se basearam nas estatísticas de segurança pública no Brasil, as quais apontaram que, em 2012, os casos de estupro superaram os de homicídios dolosos (ou seja, com intenção de matar), com 50.617 ocorrências contra 47.136 assassinatos. Os dados integram o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número de estupros em 2012 foi considerado “alarmante” pelo Fórum. Porém, segundo o Fórum, os números reais podem ser ainda piores devido à falta de registro das ocorrências.Eliza Virgínia fez questão de lembrar que a violência cresceu como um todo, entretanto, o percentual de alta foi maior entre os casos de estupro. Em 2012, com as 50.617 ocorrências, foram 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes e 18,17% a mais que os casos registrados em 2011, quando a taxa era de 22,1. Já os homicídios dolosos cresceram 7,8% em 2012, em relação a 2011, de modo que a taxa subiu de 22,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes para 24,3 no ano passado.
Uma explicação para o aumento dos casos de estupro no país pode ser o trabalho do serviço telefônico 180, da Secretaria das Mulheres da Presidência, que está orientando as vítimas a registrarem o crime, fazendo com que os dados se aproximem mais da realidade e revelem o tamanho do problema.
Para vereadora, vergonha de denunciar e erotização precoce são problemas
A vereadora também destacou que uma deputada federal paraibana apresentou um projeto sobre o “feminicídio”, que seriam crimes para retirar a figura feminina da sociedade. “O estupro é um crime doloso em que o criminoso fica à espreita de sua vítima como um animal pronto para atacar na intenção de fazer o mal. Mesmo com todo esse aumento nos dados, o número pode ser ainda maior, porque é muito difícil para as mulheres fazerem essa denúncia, já que remete a vários preconceitos e a muita vergonha”, comentou.
A parlamentar disse que a sociedade está desfrutando de um certo exagero de liberalidade, em que se tornou complicado dizer não aos filhos, o que pode torná-los adultos rebeldes que fazem o que querem, sem respeito ao próximo. “Ainda estamos vendo um erotização precoce da nossa juventude e da nossa sociedade como um todo, elevando o grau das necessidades sexuais. Claro que muitos criminosos devem ter problemas já inerentes, mas essa erotização vem agravando essa situação”, falou.
Segundo Eliza Virgínia, a principal alternativa para resolver a violência, de forma geral, devem ser os investimentos efetivos na educação, fazendo com que a instrução dos jovens se torne mais atrativa e eficiente, qualificando-os para o mercado de trabalho. Ela ainda falou das escolas em tempo integral, para que os jovens se ocupem com atividades lúdicas e essenciais ao seu desenvolvimento.
As reflexões da vereadora durante a entrevista se basearam nas estatísticas de segurança pública no Brasil, as quais apontaram que, em 2012, os casos de estupro superaram os de homicídios dolosos (ou seja, com intenção de matar), com 50.617 ocorrências contra 47.136 assassinatos. Os dados integram o 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número de estupros em 2012 foi considerado “alarmante” pelo Fórum. Porém, segundo o Fórum, os números reais podem ser ainda piores devido à falta de registro das ocorrências.Eliza Virgínia fez questão de lembrar que a violência cresceu como um todo, entretanto, o percentual de alta foi maior entre os casos de estupro. Em 2012, com as 50.617 ocorrências, foram 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes e 18,17% a mais que os casos registrados em 2011, quando a taxa era de 22,1. Já os homicídios dolosos cresceram 7,8% em 2012, em relação a 2011, de modo que a taxa subiu de 22,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes para 24,3 no ano passado.
Uma explicação para o aumento dos casos de estupro no país pode ser o trabalho do serviço telefônico 180, da Secretaria das Mulheres da Presidência, que está orientando as vítimas a registrarem o crime, fazendo com que os dados se aproximem mais da realidade e revelem o tamanho do problema.
Para vereadora, vergonha de denunciar e erotização precoce são problemas
A vereadora também destacou que uma deputada federal paraibana apresentou um projeto sobre o “feminicídio”, que seriam crimes para retirar a figura feminina da sociedade. “O estupro é um crime doloso em que o criminoso fica à espreita de sua vítima como um animal pronto para atacar na intenção de fazer o mal. Mesmo com todo esse aumento nos dados, o número pode ser ainda maior, porque é muito difícil para as mulheres fazerem essa denúncia, já que remete a vários preconceitos e a muita vergonha”, comentou.
A parlamentar disse que a sociedade está desfrutando de um certo exagero de liberalidade, em que se tornou complicado dizer não aos filhos, o que pode torná-los adultos rebeldes que fazem o que querem, sem respeito ao próximo. “Ainda estamos vendo um erotização precoce da nossa juventude e da nossa sociedade como um todo, elevando o grau das necessidades sexuais. Claro que muitos criminosos devem ter problemas já inerentes, mas essa erotização vem agravando essa situação”, falou.
Segundo Eliza Virgínia, a principal alternativa para resolver a violência, de forma geral, devem ser os investimentos efetivos na educação, fazendo com que a instrução dos jovens se torne mais atrativa e eficiente, qualificando-os para o mercado de trabalho. Ela ainda falou das escolas em tempo integral, para que os jovens se ocupem com atividades lúdicas e essenciais ao seu desenvolvimento.
Fonte: Damião Rodrigues - CMJP
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