A vereadora Eliza Virgínia (PSDB), em seu pronunciamento na sessão ordinária desta quarta-feira (26), da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), se posicionou contra a liberação e a descriminalização da maconha no Brasil. A parlamentar levou à tribuna dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelando que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares nas capitais ao longo de pelo menos seis meses em 2012.
Eliza ainda destacou que esse número de 370 mil pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do País e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas. Ela ressaltou também que 14% do número total são crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários. Segundo a vereadora, esses dados serão utilizados na produção de um livro, de sua autoria, em que ela defenderá o posicionamento contrário à liberação e à descriminalização da maconha.
“E como é que chegamos nesse ponto? Às vezes reflito sobre isso e lembro que há 10 anos, em João Pessoa, no meu grupo de relacionamento e na sociedade em geral, praticamente não se conheciam pessoas próximas que usassem drogas, ou que fossem presas por isso. Hoje todo mundo conhece algum dependente, quase todo mundo passou por situação de violência causada por pessoas envolvidas no mundo tráfico”, afirmou a vereadora.
Para a parlamentar, o uso de drogas ultrapassa a esfera da individualidade, uma vez que mobiliza a sociedade e o Estado com as consequências negativas de seu uso. “Qualquer ingestão de drogas, seja ela lícita ou não, é um problema do todos. Afinal, quando um leito de hospital público é ocupado por uma vítima de acidente de trânsito causado por um irresponsável que bebeu e foi dirigir, por exemplo, é mais um leito que falta para um paciente com doença diversa”, analisou.Eliza ainda destacou que esse número de 370 mil pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do País e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas. Ela ressaltou também que 14% do número total são crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários. Segundo a vereadora, esses dados serão utilizados na produção de um livro, de sua autoria, em que ela defenderá o posicionamento contrário à liberação e à descriminalização da maconha.
“E como é que chegamos nesse ponto? Às vezes reflito sobre isso e lembro que há 10 anos, em João Pessoa, no meu grupo de relacionamento e na sociedade em geral, praticamente não se conheciam pessoas próximas que usassem drogas, ou que fossem presas por isso. Hoje todo mundo conhece algum dependente, quase todo mundo passou por situação de violência causada por pessoas envolvidas no mundo tráfico”, afirmou a vereadora.
De acordo com a vereadora, há a fomentação de um modismo desenvolvido por países que aprovaram a liberação da maconha, mas que, na opinião da parlamentar, não trouxe benefícios para esses países. “Na Holanda, a tolerância à maconha não surtiu efeito sobre o tráfico. Metade dos crimes cometidos nesse país está ligado aos entorpecentes, e o número de presos triplicou nos últimos dez anos. No Uruguai, apesar do País abranger todo o processo, desde o plantio até o comércio da droga, a ação, com certeza, também não vai dar resultado positivo por lá”, alegou.
Eliza Virgínia chamou a atenção para o fato de que, no Brasil, a legalização da maconha vai entrar em discussão no Senado Federal este ano. Na visão da vereadora, a maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas, e a legalização da erva no País pode até promover benefícios financeiros ao Governo, como na arrecadação de impostos, mas a população vai ser a mais prejudicada.
“Uma legalização como essa vai promover a abertura de uma indústria da maconha que vai render vários frutos financeiros para o Brasil com os impostos gerados. Mas de que lado o Governo Brasileiro está? Não sei, o que sei é que estamos perdendo feio a guerra contra o tráfico. O Brasil é um país que fecha escolas de ensino médio e fundamental. Um país que não tem uma política efetiva para inserção dos jovens no mercado de trabalho. Parece-me que existe um esforço deliberado por parte do Governo para idiotizar a população”, declarou.
O vereador Sérgio da SAC (PSL) parabenizou a parlamentar pela relevância do tema abordado e pela importância de se combater qualquer tipo de droga. “A sociedade já deveria ter acordado para isso. Conte comigo para a elaboração de um projeto anti-drogas”, assinalou.
Fonte: Clarisse Oliveira - CMJP
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