quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Vereadora Eliza Virgínia critica problemas na Educação da PB

A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) usou a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), durante a sessão ordinária desta quarta-feira (19), para mais uma vez criticar o fechamento de 223 unidades de educação na Paraíba. A parlamentar falou que no período entre 2012 e 2013, que coincidiu com o fechamento das 223 escolas, o número de matrículas na rede estadual caiu 25,34% na Paraíba, percentual muito próximo ao das escolas fechadas (22,45%).

Eliza Virgínia disse que, no período de um ano, o número de matrículas da rede estadual caiu de 343.300 matrículas (2012) para 256.278 (2013), sem que tenha ocorrido uma diminuição na população do Estado. De acordo com ela, foram feitas 256 mil matrículas em 2013, e neste ano sobram mais de 200 mil vagas na rede estadual de ensino, que disponibiliza 461 mil vagas.

A parlamentar comentou que visitou a Escola Estadual Antônia Rangel, no bairro da Torre, onde constatou que, devido ao número reduzido de alunos, a unidade cedeu parte de sua estrutura para sediar a Escola de Música Antenor Navarro, que funcionava no Espaço Cultural, o qual passa por reforma. “A situação desta escola é muito diferente das escolas do nosso município, que contam com excelente estrutura física e humana. Já foi inaugurada a primeira escola municipal climatizada de nossa cidade. Enquanto vemos grandes problemas das escolas estaduais da Capital. A cidade de Patos teve quatro escolas fechadas causando aflição em pais e professores”, falou.
Eliza Virgínia também comentou alguns dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC). Ela citou a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Isabel Rodrigues de Melo, do distrito de Galante, em Campina Grande, obteve o pior índice de todo o Estado. A nota obtida foi 0.9 para o 9º ano do ensino fundamental, o que representa uma queda de mais de 50% em relação ao último índice da escola no exame. De acordo com a vereadora, o índice da escola em 2009 foi de 2.1, e no ano passado, foi de apenas 0.9, enquanto que e a expectativa do MEC era de que em 2011 a nota chegasse a 2.4.

“A nossa preocupação é grande porque o desenvolvimento de um país passa por uma educação de qualidade. Fico completamente estarrecida com essa situação. Os jovens não querem saber de estudar porque não têm incentivo. E como dizia uma professora conhecida: escola fechada é abertura de presídios”, comentou a vereadora.


Fonte: Damião Rodrigues - CMJP


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