A vereadora Eliza Virgínia (PSDB) usou seu pronunciamento da sessão desta quarta-feira (5) para lamentar e alertar as pessoas sobre o crescimento do número de adolescentes que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana, (HIV), no mundo. A parlamentar tomou como base estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a organização, mais de dois milhões de adolescentes têm HIV no mundo, número 40% maior do que em 2001, passando de 1,5 milhão de infectados de 10 a 19 anos para 2,1 milhões em 2012. E a maioria dos infectados não recebe o tratamento adequado, o que elevou o índice de mortes pelo vírus de 38 mil em 2001 para 107 mil em 2012.
“Fico muito preocupada com esses dados e me pergunto o que nós estamos fazendo para inibir esse aumento, tentar chegar nos jovens e dizer que tenham cuidado, que se previnam. Lembro de algumas políticas públicas do Governo Federal que critiquei. Será que essas políticas estão resolvendo? Quais são as tentativas do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação para chegar a esses jovens e pedir que se previnam?”, questionou.
Para Eliza Virgínia, algumas ações de distribuição de preservativos podem não funcionar. “Temos escolas que já fornecem camisinhas, os jovens podem ir aos Programas de Saúde da Família (PSF), e pegar os preservativos. Mas não é só saber. Na prática, essa questão do uso do preservativo não funciona muito e aí temos como resultado não só o grande índice de jovens contraindo o vírus, mas também a possibilidade de infectar outras pessoas”, declarou.
A parlamentar ainda criticou o apelo sexual encontrado nas produções audiovisuais. “É na mídia, que é a grande manipuladora de massas, principalmente nas novelas e filmes, onde vemos a influência e incentivo para que os jovens comecem cada vez mais a iniciar cedo sua vida sexual”, ressaltou.
A vereadora ainda apresentou um requerimento encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) solicitando dados estatísticos dos soropositivos no Estado com recortes por idade e sexo. “Há informações de que o índice de infectados pelo vírus HIV pela terceira idade tem crescido, queremos saber se isso é real na Paraíba”, justificou a parlamentar.
Clarisse Oliveira - CMJP
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